Sexta-feira, 23 de Janeiro de 2009

João Bernardo. Conhece?

 

Este é João Bernardo. João Bernardo é professor de profissão e agora exerce a função de Deputado à Assembleia da República. João Bernardo, ou "Bernas" para os amigos, foi ainda Vice Secretário Geral do Sindicato Nacional e Democrático dos Professores. João Bernardo é militante socialista.

 

João Bernardo até hoje assumiu-se sempre ao lado dos professores. Assumiu-se com ele próprio. Votou sempre contra este modelo de avaliação proposto pelo Governo. Não interessa aqui discutir o modelo. Interessa discutir João Bernardo.

 

Dizem-me que João Bernardo se vendeu. Que sem se saber bem porquê, vai deixar de estar ao lado dos seus colegas professores, para estar ao lado dos seus colegas deputados e militantes socialistas.

 

João Bernardo provavelmente está a caminho da reforma. Da de professor claro! Porque a de Deputado ainda vem longe. João Bernardo trocou uma questão politica de relevante interesse nacional pela sua permanência no parlamento.

 

Como dizia o outro "Quem se mete com o PS leva" Bernardo não chegou a levar, mas também teve medo de tentar.

 

publicado por Sérgio de Azevedo às 10:09
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5 comentários:
De speechless a 23 de Janeiro de 2009 às 12:32
Meu Caro,

Atenta ao que se tem passado, tenho acompanhado a questão da avaliação de professores bem de perto e, quanto à votação deste deputado no dia de hoje recebi o seguinte email de resposta do mesmo, em relação aos emails que muitos professores se mobilizaram para lhe enviar:

Em resposta ao seu e-mail comunico-lhe que:





1. Ao contrário do que motivou e incentivou o envio do seu e-mail, a Assembleia da República não vai na sexta-feira, votar a suspensão do modelo de avaliação, mas sim o projecto de lei n.º 631/X, que apresenta um novo modelo de avaliação em 2008/2009. Que pode ler no site da Assembleia http://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/DetalheIniciativa.aspx?ID=34228

2. Em 05 de Dezembro de 2008 votei favoravelmente o projecto de resolução do CDS que propunha a simplificação do modelo de avaliação e a negociação de um novo para entrar em vigor a partir de 2009/2010. Declaração de voto em anexo.

3. A partir daí, o Ministério da Educação aprovou o Decreto Regulamentar n.º 1 – A/2009, de 05 de Janeiro, que estabelece um regime transitório de avaliação de desempenho do pessoal docente da educação pré-escolar e dos ensinos básico e secundário, para vigorar até final do 1.º ciclo de avaliação, que ficará concluído até 31 de Dezembro de 2009. Esse decreto regulamentar contempla 4 das 5 medidas propostas pelo CDS (só deixa de fora a avaliação dos docentes em topo de carreira).

4. Também a segunda recomendação do CDS já foi contemplada. De facto, a Ministra da Educação aceitou iniciar um processo negocial que contempla a aprovação de um outro modelo de avaliação de desempenho.

5. Além disso, o Ministério da Educação aceitou rever matérias contempladas no ECD, nomeadamente a questão dos professores titulares, fonte de muito mal estar da classe docente. Sobre o Estatuto ver, em anexo, a posição que tomei na altura própria.

6. Em relação ao papel dos deputados, que têm a profissão de professor, cumpre-me esclarecê-lo(a) que representam o povo português, na sua plenitude e na defesa dos interesses de todos e não qualquer interesse profissional, ou de outra índole. Só, em regimes totalitários, existem as câmaras corporativas, de tão triste memória.

7. Vários tipos de pressão que tem sido efectuada fora do parlamento sobre os deputados não é legítima, nem pode ser confundida com uma classe profissional respeitável e que tem uma responsabilidade acrescida na sociedade portuguesa.

8. Em suma, é preciso desmitificar a votação de 6.ª feira que não vai ao encontro do que foi propalado. O que se pretende é pura e simplesmente cavalgar o descontentamento da classe docente e fazer política partidária pura, que em nada melhora a escola pública.


Meu caro, se toda a gente se explicasse e explicasse às pessoas o que se passa e se não assistíssemos a uma manipulação política por parte dos sindicatos dos media, se os media fizessem os trabalhinhos de casa, todos perceberíamos o que está hoje realmente em causa.

Cumprimentos
De Sérgio de Azevedo a 23 de Janeiro de 2009 às 12:40
Minha Cara Speechless,

a explicação do Sr. Deputado sobre a proposta de resolução do CDS-PP não corresponde bem à verdade.
Porque a verdade está sim nas declarações do Ministro Santos Silva e do lider parlamentar Alberto Martins. O que é facto é que esta questão é isso mesmo como refere: política. Afinal ninguem está certo e seguro que este modelo proposto melhore a escola publica.
Ora, sendo a questão politica, o que é facto é o professor Deputado ex-dirigente sindical João Bernardo ao contrário das posições anteriormente tomadas sem se perceber porquê - objectivamente - mudou a posição. Pode discutir-se o sentido formal do projecto do CDS mas o sentido material não é diferente.
De glowing a 23 de Janeiro de 2009 às 12:53
Acho que se está a perder a objectividade... os professores têm razões para estar preocupados e até revoltados, certo! mas não vejo contradição nenhuma no facto deste deputado (ou outros) votarem de forma diferente estas propostas do CDS. São duas propostas diferentes!!
Continuem a luta, mas não percam de vista os factos...
De Sérgio de Azevedo a 23 de Janeiro de 2009 às 13:37
Caro(a) Glowing,

o Deputado é contra este modelo de avaliação proposto pelo Governo (depreende-se pelo voto a favor da suspensão do modelo) mas também é contra a avaliação pela assiduidade, contra a formação continua, contra a participação nas actividades escolares, etc. (prposta de hoje do CDS-PP).
Afinal o Deputado professor João Bernardo é a favor de quê?
De speechless a 23 de Janeiro de 2009 às 18:05
Meu caro,

creio que cabe ao ministério da educação a determinação dos parâmetros e tais especificidades e não à Assembleia.

E se, pusermos as politiquices à parte, poderá ver que a posição não é diferente (aliás, como poderá verificar pela declaração de voto do mesmo deputado feita hoje) mas tem a ver com o que se tem passado (a avaliação está, neste momento parcialmente suspensa e simplificada e o ministério cedeu na discussão dos pontos que os sindicatos identificaram como fulcrais no que toca à carreira docente.) Ou seja, o que se está agora a discutir são manobras políticas.

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