Domingo, 14 de Dezembro de 2008

Jardim até poderia ter razão mas...

Alberto João Jardim até poderia ter razão, quando defende o afastamento de figuras do PSD que "desejam" a vitória de Socrates nas proximas eleições, mas, como sabemos, o problema é muito maior do que isso.

 

Sabemos que fica bem apelar às "bases" do PSD o ressurgimento do partido de Sá Carneiro e de Cavaco Silva, mas em bom rigor é esse PSD, são algumas dessas elites, que no fundo desejam a vitória de Socrates em 2009. Afinal de contas, são ou não as figuras de hoje do PSD produtos do Sá-Carneirismo ou do Cavaquismo? Claro que são. Não perceber isto é não conhecer o PSD. E Alberto João Jardim conhece muito bem o PSD. Mas, como já referi, fica sempre bem apelar a esses tempos de vitoria do PSD.

 

O grande problema é que são essas "elites", as mesmas que segundo Alberto João desejam a derrota do PSD, que continuam a pôr e dispôr do partido nos momentos chave e a comandá-lo nos bastidores.

 

O PSD precisa de uma "refundação". Isso hoje começa cada vez a ser mais claro. O PSD precisa de se reencontrar, precisa de se redifinir, precisa de repensar o seu posicionamento ideologico, precisa, no fundo, de se reencontrar e de se reafirmar na sociedade portuguesa.

 

Mais do que "figuras", o PSD é um partido de pessoas. Daquelas que nunca falarão para uma rádio, um jornal ou uma televisão. Daqueles portugueses anónimos que, mesmo discordando muitas vezes do partido, reconhecem-lhe determinação e acima de tudo capacidade de mudança e de obra na sociedade. Era isto o PSD. Um partido muitas vezes complexo, mas confiável nos momentos dificeis.

 

Hoje pouca gente saberá onde gravita o PSD. Um problema que não vem de Ferreira Leite. Mas vem desse tempo que Alberto João reclama o regresso. O Cavaquismo. Se é justo dizer que o Cavaquismo foi sinonimo de prosperidade para Portugal, não é menos justo dizer que foi um periodo que "matou" a evolução interna do PSD. Comparar este periodo ao de Sá Carneiro é uma falácia. O PSD de Sá Carneio tinha a virtude de ser prospero para Portugal, e igualmente para si quanto ao seu futuro.

 

Até poderia concordar com Alberto João. Mas não posso. Especialmente porque o "desejo" da vitória de Socrates, já há muito que passou as "elites". Hoje, já se sente nas "bases". E isso é grave.

publicado por Sérgio de Azevedo às 12:55
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