Segunda-feira, 29 de Dezembro de 2008

Mas é só isso?

É mais ou menos sabido, sobretudo na imprensa escrita, que existe uma certa tendência dos anunciantes "pressionarem" de quando a quando os editoriais, muitas vezes sob a ameaça de nunca mais anunciarem neste ou naquele meio.

 

É também sabido que os títulos só sobrevivem com publicidade (muita publicidade!) e nunca com vendas em banca ou outra coisa do género (se bem que existe uma relação directamente proporcional entre ambos).

 

O truque para a sobrevivência terá que consistir num jogo de equilíbrio difícil entre a difusão de verdades factuais informativas e a não intromissão na "vida privada" -digamos assim - dos diversos anunciantes. Ora, e tendo em conta um universo mais generalista, como os grandes anunciantes são normalmente bancos, financeiras e até mesmo o Estado (directa ou indirectamente) calculam como se torna difícil, nos dias de hoje, manter os tais equilíbrios de que há pouco referi...

 

Li, que o Estado se prepara para prescindir de anunciar na imprensa, poupando assim cerca de 10 milhões de euros por ano.

 

A medida até poderia ser boa, para além da regulação (?) nunca gostei de outro tipo de relação entre Estado e imprensa, mas será que terá consequencia?

 

Ou seja, deixando o Estado de ser anunciante, deixará de exercer pressão e controlo sobre os Órgãos de Comunicação Social? Esta sim, será a grande questão.

publicado por Sérgio de Azevedo às 09:24
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De Paulo Sousa a 29 de Dezembro de 2008 às 12:26
Os anúncios públicos obrigatórios - como tribunais e registos notariais - há muito foram retirados da imprensa regional e não ouvi ninguém do sector, como o sr. João Palmeiro - que vive à custa dos grandes nomes da imprensa nacional e é vê-lo apenas em actos públicos ou no Casino de Estoril -, a levantar a voz pela sobrevivência destes periódicos; estes sim, com grandes dificuldades económicas, a maioria na desgraça, feitos sem profissionais e apenas por um ou outro altruísta como segunda ocupação ou então por um grupo económico com perspectivas políticas. Há que colocar o dedo na ferida e deixar-se de hipocrisias. O jornalismo continua de luto e cada vez mais cairá no marasmo...
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